De Faxineiro a Procurador

De Faxineiro a Procurador da República

PARTE INTRODUTÓRIA

Este livro não é de autoajuda. É mais do que autoajuda. É um livro que tem o objetivo de instar o autoconhecimento e fomentar a autoaprendizagem. Aqui se conta uma história real de luta e superação, baseada em estratégias intelectuais, mentais e emocionais.

De faxineiro cheguei a procurador da República. Mais do que isso. De quem que pouco pensava (só o básico) em alguém que pensa e faz do cérebro um instrumento de realização. A base de tudo é a leitura. Não a leitura bitolada, cultivada pelos pseudointelectuais, mas a leitura pragmática, voltada para a realidade.  Por falar nisso, ler o maior número de livros é a receita certa para o sucesso? Não e não. Tudo em excesso faz mal. Ademais, é preciso ter estratégia para tudo, inclusive para a leitura.

O psicanalista, educador e escritor (autor de mais de 80 livros, muitos relacionados à educação), Rubem Alves, na sua obra Entre a Ciência e a Sapiência: O Dilema da Educação, escreveu: <Faz muito tempo que sei que o excesso de leitura faz mal para a inteligência, mas nunca me atrevi a dizê-lo. Tinha medo de ser condenado à fogueira. A coragem me veio quando descobri um aliado: um livrinho muito pequeno – pode ser lido em meia hora -, Sobre livros e leitura. Autor: Arthur Schopenhauer> (Schopenhauer foi um destacado filósofo alemão que influenciou muitos pensadores modernos).

O primeiro problema de quem ler ou estuda exageradamente é de ordem lógica: faltará tempo para fazer outras coisas (a vida é curta e precisa ser aproveitada em todos os aspectos). O segundo é de ordem mental, que pode ir de uma simples falta de concentração (após muitas horas de leitura ou de estudo perde-se a capacidade de concentração e assimilação) até transtornos mentais graves (o indivíduo pode <pirar>).

Além desses dois problemas que considero principais, há outros secundários, tais como a <extremada erudição>, baseada no pensamento e conhecimento alheios. Na ânsia de demonstrar intelectualidade, há indivíduos que perdem a identidade e passam a ser absolutamente dependentes de pensamentos e de ideias dos outros. Tornam-se escravos de pseudosabedoria, não passando de meros repetidores (e até copiadores) do que os outros escrevem. Comportam-se como parasitas do conhecimento alheio, sem ideias próprias e nem juízo crítico.

O excesso de leitura, além de produzir essa espécie de parasita intelectual, que sequer tem tempo ou desejo de exercitar o raciocínio próprio (não pensam, apenas repetem ideias alheias), também contribui para a formação de indivíduos que vivem no mundo da lua, viajando na maionese. Eles são extremamente teóricos, doutores do conhecimento abstrato e esquecem que a realidade reclama conhecimentos palpáveis, que possam se converter em benefício concreto.

(…)

Voltando a este livro. Ele é recomendado a todos os que desejam vencer nos estudos e na vida. Tanto para colocação na iniciativa privada como no setor público. Embora a obra não seja exclusiva para concursos, dou especial atenção para essa competitiva e democrática forma de ingresso no serviço público.

(…)

O Brasil é um gigante que precisa levantar do berço esplêndido e aproveitar o grande potencial e reservas naturais que ostenta, para isso é necessário trabalhar e empregar o que melhor tem o ser humano: o cérebro. Para tanto, precisa-se de um modelo educacional pragmático para compensar o grande atraso decorrente do descaso com a educação que vem de muito tempo. Este livro é uma colaboração nesse sentido.  Tenho plena convicção do êxito, porquanto as duas primeiras edições mostraram-me que a missão é viável e altamente gratificante. Peço aos leitores que adotem a ideia, utilize-a e ajudem-me a disseminá-la.

Sobre Alexandre Henry Alves

Juiz Federal. Mestre em Direitos Humanos pela Universidad Pablo de Olavide. Autor dos seguintes livros: 1) Juiz Federal: lições de preparação para um dos concursos mais difíceis do Brasil - Ed. Verbo Jurídico; 2) Sentença Cível - Ed. Verbo Jurídico; 3) Advocacia-Geral da União / Questões Comentadas - Ed. Verbo Jurídico; 4) Magistratura Federal (LOMAN) - Ed. Juspodivm.
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